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14.9.15

Estrelas mirins podem transformar a internet em primeira tela


Desde o sucesso da personagem Maria Joaquina, em Carrossel (2012), a atriz Larissa Manoela, 14 anos, ganhou um lugar cativo no coração e na grade do SBT. Rumores dizem que a Globo tentou tirá-la da concorrente, mas não conseguiu. A aposta da emissora de Silvio Santos nela é tão forte que a menina dominou a novela Cúmplices de um Resgate, na grade do canal desde o início de agosto. Na trama, Larissa interpreta duas garotas de personalidades opostas que, de vez em quando, trocam de lugar e fingem ser a outra. Ou seja, faz quatro personagens. "É um desafio muito grande. Nunca aconteceu de uma adolescente dar vida a gêmeas na teledramaturgia infanto juvenil no Brasil. Não é fácil", diz Larissa. E não parece mesmo. Ao menos, no estúdio, porque, quando vai ao ar, a novela surfa na audiência. A trama estreou batendo o fenômeno Os Dez Mandamentos, da Record, e hoje mantém média de 13 pontos no Ibope da Grande São Paulo, boa para o horário no SBT. Porém, o que tem vindo com facilidade mesmo para as mãos da emissora desde a estreia do folhetim é o sucesso... no YouTube.

O canal online do programa tem batido recordes e é hoje o melhor exemplo de uma migração que é tendência entre os espectadores mais jovens. Os números são expressivos. Os episódios postados no site de vídeos, cerca de uma hora depois da exibição no canal, somam mais de 60 milhões de visualizações. Outro reforço da novela são as canções da trilha sonora, que ainda não foram lançadas em disco, mas são divulgadas por fãs em vídeos que já atingiram mais de 27 milhões de cliques na rede. No total, o programa soma 90 milhões de views há apenas um mês no ar. O número é quatro vezes maior que o obtido em igual período de tempo por outro caso de sucesso da empresa, a novela Chiquititas, que em toda a sua duração arregimentou 660 milhões de visualizações. A expectativa de Cúmplices é superar e muito essa marca.

Cada dia mais presente na web, o público infantil elevou ao status de celebridade não apenas Larissa Manoela, que aparece todo dia na tela do SBT, mas crianças antes desconhecidas como Júlia Silva, 10 anos, youtuber (como são chamadas as estrelas projetadas pelo site de vídeos) mirim que possui dois canais na página. Juntos, eles somam 680.000 assinantes e um total de 200 milhões de visualizações. Logo atrás vem Isabel, 8 anos, do canal Bel para Meninas, com 638.000 inscritos e 216 milhões de views. Maisa Silva, atriz do SBT, também possui um canal próprio no YouTube, com 548.000 inscritos e 29 milhões de visualizações. A protegida de Silvio Santos, porém, supera as colegas no Instagram, com mais de 1 milhão de seguidores, e Facebook, onde possui mais de 3 milhões de curtidas e um alto engajamento de seguidores em suas publicações. Tais números se explicam com facilidade.

Um estudo feito pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (Nic.br) comparou o comportamento do Brasil com o de sete localidades da Europa (Bélgica, Dinamarca, Irlanda, Itália, Portugal, Romênia e Reino Unido), entre 2013 e 2014. A conclusão é que as crianças brasileiras entre 9 e 12 anos são as mais presentes nas redes sociais - 75% dos entrevistados possuem perfil próprio. Outra pesquisa do Nic.br, que contabilizou os usuários da internet no Brasil a partir de 10 anos de idade, mostra que 20,5 milhões dos internautas brasileiros têm entre 10 e 17 anos, volume que representa 77% do total da população nessa faixa etária.

De olho nessa tendência, canais infantis e serviços de streaming, como a Netflix, se armam para caçar um público que representa o futuro da TV.

Interação entre telas - "O SBT foi a primeira emissora aberta do Brasil a firmar uma parceria com o YouTube, em 2010, para a distribuição do conteúdo da emissora", conta Fernando Pensado, gerente de interatividade e plataformas digitais do canal de Silvio Santos. Segundo ele, que não divulga números, o modelo de negócios apresentado pela rede permitiu dar sustentabilidade à parceria. "O conteúdo para o público infantojuvenil, quando bem feito, dá audiência na TV e na internet. Uma tela complementa a outra. Não há canibalização, pois são experiências diferentes. O público quer ver em primeira mão na TV e, depois, interagir com o mesmo conteúdo na internet."

Líder de audiência na TV paga entre crianças, o Cartoon Network também tem feito esforços para se firmar como marca multiplataforma. Para complementar a experiência com a TV, o canal possui jogos e vídeos exclusivos em seu site oficial, aplicativo, canal no YouTube e um streaming particular, o CN GO. Acessível por computador, tablet ou smartphone, o serviço é voltado aos assinantes da TV paga, aos quais disponibiliza a programação da emissora on demand. Uma criança que utiliza o serviço e assiste a um dos programas via tablet pode virar o gadget na vertical e dividir a tela em duas, entre conteúdo televisivo e jogo interativo.

Creditos: Cúmplices Brasil

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